
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
António Aleixo - Poeta Popular Algarvio 1899-1949

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Ilhas artificiais do Dubai poderão estar a afundar-se
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
OPA à Cimpor - quem compreende a decisão da CGD?
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Crise - desconfiança e falta de credibilidade
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A corda pode partir
Situação Política Nacional - Está tudo doido?
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta

"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada."
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
"Como a política portuguesa é reles!"
Acordo ortográfico
"dia mxm fixe konvosko....nunka me vou eskuexer”, acrescentando, “a amizade xupera as porras kue akontexem na vida´h”.
No próximo trabalho de um grupo do Novas Oportunidades, vou sugerir a elaboração de um dicionário de linguagem Tech. Podia ter como título: "i manu kue xena lol".
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Sesimbra - Uma opção diferente para o saneamento

Confrangedora iliteracia
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Os riscos que o mundo enfrenta em 2010
- 1)Subida e volatilidade dos preços dos alimentos vai penalizar os consumidores mundiais, sobretudo os mais pobres.
- 2) Aumento dos preços do petróleo coloca pressões renovadas sobre as economias mais dependentes desta matéria-prima, assim como aumentam as tensões geopolíticas.
- 3) Desvalorização do dólar norte-americano terá impacto negativo no sistema económico e financeiro mundial, que já estão enfraquecidos.
- 4) Abrandamento do crescimento da economia da China para 6% ou menos vai penalizar a retoma da economia global, visto que o país é um dos principais importadores de matérias-primas do mundo.
- 5) Crise orçamental: um elevado endividamento dos países conduz a um aumento dos juros, pressões inflacionárias e crise no mercado de dívida pública.
- 6) Colapso do sistema financeiro: uma quebra do valor dos activos financeiros nas economias emergentes conduz à destruição da riqueza, desalavancagem e à quebra do consumo privado.
- 7) Barreiras à globalização por parte de economias desenvolvidas: várias economias desenvolvidas adoptam medidas que criam barreiras à livre circulação de alimentos, capital e trabalhadores.
- 8) Países emergentes adoptam medidas proteccionistas e falham no estabelecimento de estruturas internacionais para enfrentar desafios globais.
- 9) Consequências indesejadas da regulação: se não for equilibrada, a regulação pode ter consequências indesejadas nas estruturas do mercado e nas próprias condições de concorrência, distorcer a distribuição do capital e limitar o investimento dos agentes e poder de inovação.
- 10) Desinvestimento em infra-estruturas: a quebra do investimento em infra-estruturas penaliza o crescimento e desenvolvimento económico
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Ovar e suas folias
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Covilhã fora do sistema intermunicipal de Águas e Saneamento
Barcelos: Câmara perto de acordo para descer preço da água em 50 por cento - presidente
"Pensamos que é possível chegar a um acordo, quer porque a empresa está em situação económica difícil, quer porque a nossa proposta engloba duas outras alternativas de modelo de negócio", afirmou.
Contaminação da água em Évora
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
NATAL DE QUEM?
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio, Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino A fazer beicinho:
- Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu, Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!
(João Coelho dos Santos in Lágrima do Mar - 1996) O meu mais belo poema de Natal


