segunda-feira, 12 de julho de 2010
Espanha campeã do Mundo - O segundo melhor resultado para Portugal
Estudos empíricos parecem evidenciar um efeito positivo na economia dos países que têm ganho grandes eventos desportivos, nomeadamente os campeonatos da Europa e do Mundo de Futebol. Existe também essa expectativa relativamente a Espanha. O eventual maior crescimento do PIB espanhol poderá também ser benéfico para Portugal, já que este País é o nosso principal parceiro das trocas comerciais. Pessoalmente e tendo Portugal sido eliminado da competição, defendi a selecção espanhola com fervor (mesmo contra a minha filha mais nova) e tive uma enorme alegria com a sua vitória! Não tem nada a ver com o iberismo da "Jangada de Pedra" do Saramago, ou com o prémio de consolação de só termos perdido com os campeões do Mundo. É que eu tenho uns antepassados, da parte do meu tetra, tetra, ..., tetra avô Afonso Henriques que era do actual reino de Espanha. LOL (como soi agora dizer-se)!
Feira Medieval na Vila de Mões em Castro Daire
À excelente gastronomia, às belíssimas paisagens naturais e à elevada qualidade das águas termais, o Município de Castro Daire acrescentou este fim de semana, mais um motivo de interesse para uma agradabilíssima visita: a VII Feira Medieval na Vila de Mões. Fiquei impressionado pela qualidade da animação e o público acorreu em número muito significativo. Valeu bem a visita!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
A generosidade do BCP
Se a situação da Banca é tão difícil e a do BCP em particular, porque decidiu a administração pagar salários até ao final de 2010 a Armando Vara se este decidiu demitir-se? Aqui fica a notícia do Jornal de Negócios.
"Pressões accionistas levam Armando Vara a abandonar BCP
O antigo vice-presidente do banco tem direito aos salários até ao final do mandato, ou seja, 260 mil euros
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Maria João Gago
mjgago@negocios.pt
O antigo vice-presidente do banco tem direito aos salários até ao final do mandato, ou seja, 260 mil euros
As pressões de accionistas e de membros do conselho geral e de supervisão do BCP para que Armando Vara abandonasse a gestão da instituição devido ao seu envolvimento no processo Face Oculta culminaram na sexta-feira com a sua renúncia do cargo de vice-presidente do BCP.
Apesar de ainda no final de Abril ter garantido ao Negócios que não sairia do banco - "a renúncia não é o meu género", afirmou à saída da comissão parlamentar de inquérito à tentativa da PT de comprar a TVI -, Vara acabou por ceder.
As movimentações accionistas para que o gestor se desligasse do BCP terão começado semanas após a última assembleia-geral do banco, em que diversos investidores criticaram o facto de Vara receber salário apesar de ter optado pela suspensão de funções, depois de ter sido constituído arguido por suspeitas de alegada corrupção. "Não é um custo de trabalho, é um donativo", afirmou um dos pequenos accionistas na AG de 12 de Abril. Outro classificou a situação de "imoral" e de "péssimo precedente".
Independentemente das críticas que animaram a reunião de accionistas, Vara vai receber os salários a que teria direito caso concluísse o mandato para que foi eleito em Janeiro de 2008 e que termina no final deste ano. Tendo em conta que sai do banco no início de Julho, o gestor ainda tem direito a metade da remuneração anual, 260 mil euros.
Em comunicado, o BCP diz que a decisão foi tomada pelos órgãos sociais competentes e por Vara, já que "o imprevisto arrastamento do processo judicial (...) tornou inconveniente para o interesse social o prolongamento da actual situação de suspensão". E sublinha que este desenlace não põe em causa "o respeito pela presunção de inocência" do gestor."
"Pressões accionistas levam Armando Vara a abandonar BCP
O antigo vice-presidente do banco tem direito aos salários até ao final do mandato, ou seja, 260 mil euros
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Maria João Gago
mjgago@negocios.pt
O antigo vice-presidente do banco tem direito aos salários até ao final do mandato, ou seja, 260 mil euros
As pressões de accionistas e de membros do conselho geral e de supervisão do BCP para que Armando Vara abandonasse a gestão da instituição devido ao seu envolvimento no processo Face Oculta culminaram na sexta-feira com a sua renúncia do cargo de vice-presidente do BCP.
Apesar de ainda no final de Abril ter garantido ao Negócios que não sairia do banco - "a renúncia não é o meu género", afirmou à saída da comissão parlamentar de inquérito à tentativa da PT de comprar a TVI -, Vara acabou por ceder.
As movimentações accionistas para que o gestor se desligasse do BCP terão começado semanas após a última assembleia-geral do banco, em que diversos investidores criticaram o facto de Vara receber salário apesar de ter optado pela suspensão de funções, depois de ter sido constituído arguido por suspeitas de alegada corrupção. "Não é um custo de trabalho, é um donativo", afirmou um dos pequenos accionistas na AG de 12 de Abril. Outro classificou a situação de "imoral" e de "péssimo precedente".
Independentemente das críticas que animaram a reunião de accionistas, Vara vai receber os salários a que teria direito caso concluísse o mandato para que foi eleito em Janeiro de 2008 e que termina no final deste ano. Tendo em conta que sai do banco no início de Julho, o gestor ainda tem direito a metade da remuneração anual, 260 mil euros.
Em comunicado, o BCP diz que a decisão foi tomada pelos órgãos sociais competentes e por Vara, já que "o imprevisto arrastamento do processo judicial (...) tornou inconveniente para o interesse social o prolongamento da actual situação de suspensão". E sublinha que este desenlace não põe em causa "o respeito pela presunção de inocência" do gestor."
Desafios para a economia internacional em 2010
Foi este o nome da conferência realizada no Europarque no dia 1 do corrente mês de Julho, promovida pelo IAPMEI e BES e a que tive o privilégio de assistir. O Professor Stéphane Garelli fez uma apresentação brilhante, muito apreciada pela numerosa plateia. Na parte final da conferência apresentou aqueles que designou como os quatro pilares do crescimento económico. E quando falava dos mercados emergentes da África, América Latina e Ásia como o primeiro pilar desse crescimento e preponderantes para o mesmo, referiu-se ao regresso da procura das "commodities", enfatizando o negócio da água potável. Este, ganhará especial relevância pelo facto de ser crescente a escassez de água a nível mundial motivada pelo facto da quantidade de água doce existente no planeta ser constante, a poluição reduzir ainda mais a água potável disponível e o crescimento populacional nas próximas décadas ser exponencial. Não tenho dúvidas que o controlo e distribuição da água, que sempre foi importante ao longo de toda a história da humanidade, vai ter nas próximas décadas uma importância muito acrescida.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Redução da Despesa Pública - Crónica de Bagão Félix na Antena 1
Na edição do passado dia 30 de Junho do programa "Conselho Superior" da Antena 1, Bagão Félix com a lucidez e clareza que lhe são peculiares, elencou um conjunto de propostas muito concretas para a redução da despesa pública. Entre outras, destaco a diminuição do número de Ministérios e Secretarias de Estado, a redução de assessores, conselheiros e demais membros dos gabinetes dos ministérios, a redução do outsorcing assumindo as direcções gerais a plenitude das suas competências, a redução do número de Deputados na Assembleia da República, uma reforma da administração interna reduzindo o número de freguesias, a eliminação de empresas municipais e dos Governos Civis, a redução do número de administradores nas empresas públicas e a redução das subvenções partidárias. Vale a pena ouvir a entrevista na íntegra:
http://ww1.rtp.pt/multimedia/progAudio.php?prog=2320&clip_wma=69017
quarta-feira, 30 de junho de 2010
A mão do Governo na PT
Todos temos na memória o que ainda há bem pouco tempo foi afirmado por membros do Governo a propósito do negócio da PT/TVI. Hoje na Assembleia Geral da PT e só depois de conhecida a votação favorável da venda à Telefónica da participação na brasileira Vivo, por expressivos 74% dos direitos de voto, o presidente da Assembleia Geral entendeu aceitar o alegado direito de veto da "golden share" detida pelo Estado português. Adivinham-se tempos difíceis para a PT e uma guerra jurídica com a Telefónica. Além disso, prevejo que o Governo não conseguirá sustentar legalmente tal posição, que além de discriccionária e violadora dos legítimos direitos dos accionistas, terá certamente a oposição das instâncias comunitárias. Mas há uma coisa que fica bem evidente: apesar da PT ser uma sociedade anónima, cotada em bolsa, sujeita a regulamentação específica as decisões importantes são ditadas politicamente. Por isso, não é de estranhar o protagonismo que um inexperiente Rui Pedro Soares assumiu na PT nos últimos anos nem a indignada declaração de voto de Pacheco Pereira na comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Para quem não gosta de andar "acarneirado"
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Pensamento
"A autoridade nunca foi nem jamais há-de ser boa educadora, por todas as razões e mais ainda pelo perigo permanente de resvalar para o autoritarismo. Não pode ser boa educadora. Só quem ama. Só pelo amor. Só por uma identificação persistente e dolorosa com o próprio educando." Autor: Padre Américo fundador da Casa do Gaiato.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Se eles conseguem, porque não nós?
Vídeo recebido de uma amiga. A força da mensagem dispensa comentários.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Vá para fora cá dentro
Desenvolvendo a qualidade de vida dos portugueses e o turismo.
Ministério da Justiça avança com estabelecimento Prisional de Lisboa e Vale do Tejo
O Ministério da Justiça, através do Instituto de Gestão Financeira e de Infra -Estruturas da Justiça, vai proceder à construção do novo Estabelecimento Prisional de Vale do Tejo. O anúncio, realizado em conferência de imprensa há dois anos, foi publicado hoje em Diário da República.
“Esta medida pretende localizar na freguesia de Fazendas de Almeirim, no concelho de Almeirim, um estabelecimento prisional moderno, com capacidade de resposta global e integrada aos novos desafios que se colocam no âmbito da execução de penas e medidas privativas da liberdade”, lê-se na Resolução do Conselho de Ministros n.º 45/2010.
O Estabelecimento Prisional de Lisboa e Vale do Tejo, estimado em 120 milhões de euros, terá capacidade para acolher uma população de entre 800 a 900 reclusos e de 300 a 400 funcionários, entre guardas e administrativos, avançava, há dois anos, Manuel Bastos Martins, presidente da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim.
A obra vai ser construída numa parcela da Herdade dos Gagos, propriedade da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim com perto de 570 hectares, localizada junto às povoações de Paço dos Negros e Marianos.
"in BPIonline".
Ministério da Justiça avança com estabelecimento Prisional de Lisboa e Vale do Tejo
O Ministério da Justiça, através do Instituto de Gestão Financeira e de Infra -Estruturas da Justiça, vai proceder à construção do novo Estabelecimento Prisional de Vale do Tejo. O anúncio, realizado em conferência de imprensa há dois anos, foi publicado hoje em Diário da República.
“Esta medida pretende localizar na freguesia de Fazendas de Almeirim, no concelho de Almeirim, um estabelecimento prisional moderno, com capacidade de resposta global e integrada aos novos desafios que se colocam no âmbito da execução de penas e medidas privativas da liberdade”, lê-se na Resolução do Conselho de Ministros n.º 45/2010.
O Estabelecimento Prisional de Lisboa e Vale do Tejo, estimado em 120 milhões de euros, terá capacidade para acolher uma população de entre 800 a 900 reclusos e de 300 a 400 funcionários, entre guardas e administrativos, avançava, há dois anos, Manuel Bastos Martins, presidente da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim.
A obra vai ser construída numa parcela da Herdade dos Gagos, propriedade da Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim com perto de 570 hectares, localizada junto às povoações de Paço dos Negros e Marianos.
"in BPIonline".
Desconfiança entre os bancos persiste
"As taxas Euribor têm subido na generalidade dos prazos desde Abril, a reflectir a tensão que se vive no mercado de dívida europeu. A incerteza quanto à exposição dos bancos à dívida que incorre em risco de incumprimento ou de reestruturação está a deixar os bancos reticentes em financiarem-se uns aos outros, impulsionando as taxas que eles cobram para se financiarem mutuamente." in Bpi online de hoje. Quando os bancos desconfiam uns dos outros... Eles lá saberão porquê.
Camões, Eça de Queirós, José Régio... Portugal terá emenda?
Soneto de José Régio
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno sacrifício
De trinta contos só! por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO
Soneto escrito em 1969 no dia de uma reunião de antigos alunos.
Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.
Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.
E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,
Também faz o pequeno sacrifício
De trinta contos só! por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO
Soneto escrito em 1969 no dia de uma reunião de antigos alunos.
sábado, 19 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Pedradas no charco
Têm sido poucos aqueles que ao longo dos anos assumem as suas convicções e têm a coragem de criticar o que entendem está mal no nosso País, enfrentando o status quo vigente. Medina Carreira tem sido um raro exemplo de lucidez e coragem. Outros vão dando expressão ao seu descontentamento e desencanto. Entre tantos outros, relembro Ana Gomes, Marinho Pinto, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuel Alegre, Pacheco Pereira, João Cravinho e José Maria Martins. Hoje, Pacheco Pereira assumiu sozinho na Comissão Parlamentar de Inquérito no caso PT/TVI, uma declaração de voto contundente relativamente ao Primeiro Ministro e onde conclui: "O primeiro-ministro mentiu". Recentemente, o mediático advogado José Maria Martins foi demolidor com o Deputado Ricardo Rodrigues. Aqui ficam os links:
http://ww2.publico.pt/Pol%C3%ADtica/pacheco-pereira-conclui-o-primeiroministro-mentiu_1442509
http://jose-maria-martins.blogspot.com/2010/03/portugal-um-pais-cheio-de-tiranetes-de.html
http://ww2.publico.pt/Pol%C3%ADtica/pacheco-pereira-conclui-o-primeiroministro-mentiu_1442509
http://jose-maria-martins.blogspot.com/2010/03/portugal-um-pais-cheio-de-tiranetes-de.html
A nomeação de Mário Lino e a evocação de Eça de Queirós
Não fora o falecimento de José Saramago e provavelmente a notícia do dia (o relatório da Comissão de Inquérito sobre a TVI nesta fase já é entretenimento) seria a nomeação do ex-Ministro das Obras Públicas, o Eng.º Civil Mário Lino, para presidente do conselho fiscal das companhias de seguros do grupo Caixa Geral de Depósitos, que era ocupado pelo falecido Saldanha Sanches. A notícia pode ser lida na íntegra no Jornal de Negócios em http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=430805.
Impávido e sereno, o País mergulhado em profundíssima crise, fede numa podridão que alastra. Veio-me então à memória, um texto escrito por Eça de Queirós em 1871 e que transcrevo:
"Portugal está perdido. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido."
Impávido e sereno, o País mergulhado em profundíssima crise, fede numa podridão que alastra. Veio-me então à memória, um texto escrito por Eça de Queirós em 1871 e que transcrevo:
"Portugal está perdido. O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada. Os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte, o país está perdido."
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Sector bancário europeu em graves dificuldades!
"De acordo com o divulgado pelo Jornal de Negócios, José González-Paramo, membro da Comissão Executiva BCE, referiu hoje que o sector bancário da Zona Euro irá defrontar-se com enormes necessidades de financiamento nos próximos anos. O mesmo terá revelado que os 20 maiores grupos bancários da Zona Euro têm cerca de 800 mil milhões de euros de dívida de longo prazo que tem de ser refinanciada entre Maio de 2010 e o final de 2012." in Millennium investment banking
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Ainda o défice português (o real)...
"A CP Carga, uma sociedade anónima do grupo CP criada em Agosto do ano passado, chegou ao fim de 2009, após cinco meses de actividade, com 14 milhões de euros de prejuízo. Actualmente, a empresa já consumiu os seus capitais próprios, pois os resultados líquidos negativos já ultrapassam os cinco milhões de capital social mais os 15 milhões de prestações acessórias com que iniciou a sua actividade. "
In o "Público" de hoje. Para ler a notícia completa: http://economia.publico.pt/Noticia/cp-carga-ja-esta-em-falencia-tecnica_1441756;
In o "Público" de hoje. Para ler a notícia completa: http://economia.publico.pt/Noticia/cp-carga-ja-esta-em-falencia-tecnica_1441756;
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Défice 9,4%? O verdadeiro monstro é bem maior...
Metro do Porto. Situação financeira "insustentável"
02.06.2010 - Informação in "Net Centro"
Tribunal de Contas arrasa contas da empresa e aponta o dedo ao Estado, que não cumpre as indemnizações devidas
A situação financeira da Metro do Porto (MP) é calamitosa, mas o Estado tem muitas culpas no cartório. Segundo a auditoria do Tribunal de Contas (TC), ontem divulgado, o Estado tem atribuído à empresa indemnizações compensatórias tardiamente e muito aquém do necessário para fazer frente aos défices de exploração.
Os tarifários praticados pelo MP, balizados pelo Estado, são insuficientes para cobrir os custos de funcionamento do metro ligeiro, daí resultando défices anuais de exploração que não são compensados pelas indemnizações atribuídas. Isto obriga a empresa a recorrer de forma sistemática ao endividamento para fazer frente à operação. Em 2007, as indemnizações compensatórias do Estado ao Metro do Porto foram de 10,7 milhões de euros, o valor mais alto de sempre, e só cobriram 11,2% do défice operacional do ano. Consequentemente, a exploração do sistema tem tido resultados operacionais cada vez mais negativos, com o défice operacional acumulado entre 2003 e 2007 a chegar a 243,4 milhões de euros.
Insustentável Para o TC, a Metro do Porto apresenta "uma preocupante situação deficitária", constituindo-se como empresa "descapitalizada que regista um crescimento exacerbado da dívida". Por este caminho, diz o TC, a situação económica e financeira pode tornar-se "insustentável". O facto de a construção e o funcionamento do metro assentarem sobretudo no endividamento é uma das explicações propostas pelo TC, para quem o recurso à dívida "deve ser contido dentro de limites razoáveis e comportáveis" para não pôr em causa "os parâmetros de qualidade" do serviço. O TC revela que entre 2003 e 2007 a Metro do Porto tinha acumulado resultados líquidos negativos de 402,7 milhões. Excluindo prestações relativas a subsídios ao investimento, em 2007 a empresa "estava em falência técnica, consequência da perda total do capital próprio - que era superior a 401 milhões. A conclusão do TC é clara: em 2007 a Metro do Porto "já havia perdido o seu capital social mais de 80 vezes".
Segundo a auditoria, "a empresa, com a anuência dos accionistas, contabilizou incorrectamente subsídios ao investimento, o que empolou o capital próprio, mantendo-o artificialmente positivo até 2007". O passivo remunerado da MP totalizava em 2007 1,6 mil milhões de euros, 1,2 mil milhões dos quais respeitantes a endividamento bancário de médio e longo prazo - o que levou a que os custos com o financiamento chegassem a 217,6 milhões.
Subconcessões Ontem, o presidente da Metro do Porto adiantou que terão de ser tomadas decisões para recuperar a empresa, dizendo, no entanto, não estar em condições de divulgar propostas. No dia em que foi à Câmara do Porto apresentar a segunda fase das obras (que inclui ligações a Vila d'Este, em Gaia, e a S. Mamede de Infesta, em Matosinhos, a linha do Campo Alegre e Valbom, em Gondomar), Ricardo Fonseca admitiu que a subconcessão destas linhas é um dos caminhos para conter o endividamento. Apesar da crise e dos cortes que o governo tem promovido, "não temos qualquer sinal de alteração relativamente ao calendário de execução da segunda fase do metro e continuamos a trabalhar para lançarmos o concurso logo que haja condições", avança Ricardo Fonseca, admitindo que isso possa acontecer ainda este ano.
02.06.2010 - Informação in "Net Centro"
Tribunal de Contas arrasa contas da empresa e aponta o dedo ao Estado, que não cumpre as indemnizações devidas
A situação financeira da Metro do Porto (MP) é calamitosa, mas o Estado tem muitas culpas no cartório. Segundo a auditoria do Tribunal de Contas (TC), ontem divulgado, o Estado tem atribuído à empresa indemnizações compensatórias tardiamente e muito aquém do necessário para fazer frente aos défices de exploração.
Os tarifários praticados pelo MP, balizados pelo Estado, são insuficientes para cobrir os custos de funcionamento do metro ligeiro, daí resultando défices anuais de exploração que não são compensados pelas indemnizações atribuídas. Isto obriga a empresa a recorrer de forma sistemática ao endividamento para fazer frente à operação. Em 2007, as indemnizações compensatórias do Estado ao Metro do Porto foram de 10,7 milhões de euros, o valor mais alto de sempre, e só cobriram 11,2% do défice operacional do ano. Consequentemente, a exploração do sistema tem tido resultados operacionais cada vez mais negativos, com o défice operacional acumulado entre 2003 e 2007 a chegar a 243,4 milhões de euros.
Insustentável Para o TC, a Metro do Porto apresenta "uma preocupante situação deficitária", constituindo-se como empresa "descapitalizada que regista um crescimento exacerbado da dívida". Por este caminho, diz o TC, a situação económica e financeira pode tornar-se "insustentável". O facto de a construção e o funcionamento do metro assentarem sobretudo no endividamento é uma das explicações propostas pelo TC, para quem o recurso à dívida "deve ser contido dentro de limites razoáveis e comportáveis" para não pôr em causa "os parâmetros de qualidade" do serviço. O TC revela que entre 2003 e 2007 a Metro do Porto tinha acumulado resultados líquidos negativos de 402,7 milhões. Excluindo prestações relativas a subsídios ao investimento, em 2007 a empresa "estava em falência técnica, consequência da perda total do capital próprio - que era superior a 401 milhões. A conclusão do TC é clara: em 2007 a Metro do Porto "já havia perdido o seu capital social mais de 80 vezes".
Segundo a auditoria, "a empresa, com a anuência dos accionistas, contabilizou incorrectamente subsídios ao investimento, o que empolou o capital próprio, mantendo-o artificialmente positivo até 2007". O passivo remunerado da MP totalizava em 2007 1,6 mil milhões de euros, 1,2 mil milhões dos quais respeitantes a endividamento bancário de médio e longo prazo - o que levou a que os custos com o financiamento chegassem a 217,6 milhões.
Subconcessões Ontem, o presidente da Metro do Porto adiantou que terão de ser tomadas decisões para recuperar a empresa, dizendo, no entanto, não estar em condições de divulgar propostas. No dia em que foi à Câmara do Porto apresentar a segunda fase das obras (que inclui ligações a Vila d'Este, em Gaia, e a S. Mamede de Infesta, em Matosinhos, a linha do Campo Alegre e Valbom, em Gondomar), Ricardo Fonseca admitiu que a subconcessão destas linhas é um dos caminhos para conter o endividamento. Apesar da crise e dos cortes que o governo tem promovido, "não temos qualquer sinal de alteração relativamente ao calendário de execução da segunda fase do metro e continuamos a trabalhar para lançarmos o concurso logo que haja condições", avança Ricardo Fonseca, admitindo que isso possa acontecer ainda este ano.
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