quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A SAÚDE MENTAL DOS PORTUGUESES

Não resisto a transcrever o artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público em 21/6/2010 mas que se mantém pleno de actualidade:
"Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.
Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente."

domingo, 30 de janeiro de 2011

JOSÉ RÉGIO - Soneto


'José Régio e o seu burro' - por Hermínio Felizardo

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.
JOSÉ RÉGIO

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais: que escolha tão difícil!!!

Estamos no final da campanha para as presidenciais e estou com muita dificuldade em escolher o melhor candidato. É que todos eles têm algumas características que me agradam. Eu gosto muito de ilusionismo e de humor e da Madeira saltou um Coelho da cartola. À falta dos Gato Fedorento e do Contra Informação,José Manuel Coelho daria muito colorido à política portuguesa! Também sou um fervoroso adepto das novas tecnologias. Eu não conhecia Francisco Lopes, mas ao ouvi-lo traz-me à memória as saudosas cassetes de fita, mas agora com música de alta definição e uma imagem Full HD em suporte Blu Ray. Seria por isso também uma boa opção Hi Teck! Gosto muito de ouvir Defensor Moura e a sua cruzada contra a corrupção. É um tema que preocupa a maioria dos portugueses (dizem). Sei que na AR ele está muito condicionado, mas se fosse PR tenho a certeza que aí seria muito diferente. Além disso, ele é médico. Ainda há dias, interrompeu a campanha para participar na AR no debate sobre a Saúde. Parece que também há para aí um despesismo nos hospitais... Então não seriam razões mais que suficientes para o escolher para PR? E Manuel Alegre que é um poeta? Percebe de literatura e todos reconhecem como a política anda carente de cultura. De há uns anos a esta parte, só falam de crises e de números. A falta que faz alguém na PR que tivesse lido o que Guerra Junqueiro, Eça de Queirós e outros escreveram sobre os políticos portugueses! Depois, Portugal vive um momento dífícil, com um Governo minoritário e faz falta alguém capaz de consensos. Quem como Manuel Alegre, conseguiria a proeza de ter Deus e o Diabo (os personagens são de interpretação livre) a apoiá-lo entusiasticamente? Por isso, Manuel Alegre é sem dúvida um excelente candidato! Mas talvez por eu ser economista, tenho uma grande admiração por Cavaco Silva. Este, fez um belíssimo mandato, onde a relação com o Governo foi exemplar, escutando-se reciprocamente sempre que necessário. Teve a experiência de ter recebido o FMI quando nos visitaram na década de 80, se não fosse o tempo que esteve à frente da pasta das Finanças, depois como Primeiro Ministro e agora como Presidente da República, já onde isto iria! Aliás, quem não se lembra quando em 2006 ele nos prometeu que ia lutar por um futuro melhor para Portugal? E mais, ele já disse que agora ainda vai ser mais a sério! Ah, lembrei-me de outro argumento: Paulo Portas disse na grande entrevista a Judite de Sousa, que seria nele que confiava o seu dinheiro. Por isso, será seguramente uma opção extremamente acertada e de sucesso garantido! E há ainda Fernando Nobre, também médico, um humanista preocupado com as causas sociais que também muito me tocam. Ele tem qualquer coisa de fascinante que eu bem compreendo: caminha junto ao abismo sem se atemorizar! Hoje, usou palavras semelhantes às que usei numa entrevista em 2007: "que as pessoas deviam pensar pela sua cabeça e não andar acarneiradas". Olha-se e vê-se através dele. E tem uma vasta experiência na AMI, ajudando as pessoas que vivem em países no limiar da pobreza ou na mais completa indigência. Por isso, quem melhor do que ele para a Presidência da República Portuguesa em 2011?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mercados vs. Dívida Pública - FMI em Portugal: Haverá duas sem três?

"O FMI já entrou em Portugal por duas ocasiões – em 1977 e em 1983. Caso para dizer: Haverá duas sem três?". É desta forma que o Millennium Investment Banking, depois de uma análise aos mercados Grego, Irlandês e Português, termina o "Tópicos II" de hoje. Este sentimento contrasta profundamente com o optimismo que o Governo Português se tem esforçado por transmitir relativamente à colocação da dívida portuguesa. Para quem esteve atento ao comentário de Cavaco Silva ao alegado sucesso, não passou despercebida a referência a que teria que saber primeiro quem comprou a dívida, para se poder pronunciar. A insistência da comunicação social estrangeira sobre a origem dos compradores e as respostas evasivas de Teixeira dos Santos, deixaram perceber o que Cavaco Silva seguramente já sabia: as prévias negociações com a China para a compra de dívida portuguesa, foram a verdadeira razão porque a procura foi elevada. Se ainda assim a taxa esteve próxima dos 7%, o sinal é claro: o mercado mantém a desconfiança sobre Portugal e quando assim é, o prémio de risco continua elevado. Demasiado elevado, porque seremos todos nós que pagaremos estes juros. Assim, por mais sacrifícios que se façam, o endividamento continuará a aumentar e o monstro a crescer. Até quando?

Justiça arquiva processo contra JP Sá Couto

"A empresa que produz o Magalhães era suspeita de fraude e fuga ao IVA, mas o caso não vai chegar a tribunal, por não ser possível em tempo útil apurar a situação tributária dos implicados." in Tek-Semanal.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Políticos, Mercados e FMI

Bem podia ser uma nova versão do clássico western "Feios, Porcos e Maus". E não forçosamente por esta ordem. Mas é apenas uma referência pessoal, para expressar a minha opinião sobre o eventual pedido de ajuda de Portugal à UE e ao FMI. No dia 5 deste mês escrevi o post "Maktub", onde ficou implícito que o destino estava traçado. Em 25/10/2010, no meu post "Acredito mais nos gráficos do que nos políticos" onde citei a opinião de Ulisses Pereira um respeitado trader de Aveiro que a propósito do OE 2011 concluia que os mercados já tinham mostrado que acreditavam que este iria ser aprovado não obstante as declarações políticas em sentido contrário. Os gráficos eram o reflexo disso. Na passada sexta-feira, a Bolsa de Lisboa teve uma forte queda, superior a 3% e no mesmo dia, os juros da dívida soberana portuguesa ultrapassavam os 7%. A comunicação social fez eco de notícias estrangeiras que dão conta que estará para breve o "resgate" de Portugal. Sócrates desvaloriza as notícias e afirma que Portugal vai cumprir o objectivo para 2010 e que isso acalmará os mercados. Só que os mercados já não acreditam que Portugal faça o que tem que ser feito: reformas estruturais sérias e arrojadas! Não é com tretas como a integração do Fundo de Pensões da PT para baixar o défice! Até pode ser legal, mas é completamente errado que a integração do fundo de pensões da PT possa baixar o défice. É pura cosmética da contabilidade pública nacional com o aval da UE. Mas para os mercados, isso NÃO VALE NADA! Conheço razoavelmente políticos e mercados. E como Ulisses Pereira, acredito muito mais no que dizem os segundos. O FMI está à porta! A obstinação de Sócrates e as consequências políticas das presidenciais de Janeiro, devem fazer retardar o pedido de ajuda. Mas ele está iminente.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Maktub

É uma expressão árabe e significa "estava escrito". Em Portugal costumamos dizer com um sentido próximo, "fatal como o destino". Pois é, parece que o destino está traçado.
Hoje, o Tesouro Português emitiu Bilhetes do Tesouro a uma taxa superior em 80% à de Setembro passado! Também hoje o banco central da Suíça anunciou ter deixado de aceitar títulos de dívida da Irlanda, como colateral nas suas operações de cedência de liquidez e isto já depois da intervenção do BCE e FMI! Os níveis de confiança nos estados soberanos estão pelas ruas da amargura. Também hoje, o reputado economista Nick Mathews do Royal Bank of Scotland, afirmou que neste 1.º trimestre do ano Portugal deverá solicitar a ajuda internacional.
Maktub!

Nascer do sol no Sahara


Uma beleza diferente e imperdível para quem ama a natureza!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A Alemanha e a crise

A Chanceler alemã Angela Merkel tem sido muito criticada bem como o seu País, pelas posições assumidas relativamente à crise financeira e orçamental dos estados soberanos da zona euro. A Alemanha fez a difícil integração da ex-RDA, sofreu o impacto da crise internacional e neste momento tem um crescimento económico no mínimo de 3,5% e o mais baixo nível de desemprego das últimas duas décadas. Tem um elevado rendimento per capita e não obstante os custos salariais, consegue competir nos mercados externos e ser superavitária no comércio internacional. Continua a ser financiadora dos países da zona euro que insistem em ter um padrão de vida acima do que produzem. Admiram-se que digam "Basta"? Admiram-se que imponha as regras do "clube do euro"? Eu só me admiro que tenham demorado tanto tempo!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Fiquei logo de pé atrás...

Há algum tempo atrás, a actual Ministra da Educação Isabel Alçada, na altura na qualidade de coordenadora nacional do Plano Ler+, visitou a Câmara Municipal de Ovar. Fez uma excelente intervenção no Salão Nobre e lembro-me de ela que é licenciada em filosofia, ter referido com enorme ênfase que nunca havia só um caminho ou uma maneira de fazer as coisas e que ficava logo de pé atrás, quando alguém tinha intervenções do tipo "esta é a única maneira de fazer isto...".
Ironicamente, há dias, na mensagem de Natal, José Sócrates, Primeiro Ministro do Governo que Isabel Alçada integra, dizia ao País: "Este é o único caminho que protege o País. Este é o unico caminho que protege o Estado Social."
Eu, porque concordo com a observação filosófica de Isabel Alçada, fiquei logo de pé atrás...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal Chique

Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.

Vitorino Nemésio

O meu irmão mais novo

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Para reflectir

"Daqui a 5 anos você estará bem próximo de ser a mesma pessoa que é hoje, excepto por duas coisas: os livros que ler e as pessoas de quem se aproximar." Charles Jones

As pressões sobre a Zona Euro intensificam-se

"Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, o responsável pela Pimco, maior gestora de fundos do mundo, na Alemanha, Andrew Bosomworth, afirmou que é inevitável que a Itália, Espanha e Bélgica peçam ajuda internacional para que possam recuperar. Na mesma entrevista, Bosomworth afirmou que a crise do euro está longe do fim e defendeu a saída de Portugal, Grécia e Irlanda da Zona Euro, considerando que estes países contribuem para a instabilidade da Zona Euro." in Millennium investment banking. O realce a negrito é da minha responsabilidade.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Marques Mendes - Onde se pode cortar

Nuvens negras sobre a Europa

Depois da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha, a atenção dos financiadores volta-se agora para a Itália e a França. O receio do alastramento da crise nos mercados da dívida soberana na União Europeia, está a colocar sob pressão o euro e o poder político. Não é só o Euro que pode estar em causa é a própria União Europeia e o sistema democrático como o conhecemos. As duras posições de Angela Merkel são o reflexo da consciência desse risco e revelam uma lucidez visionária ainda não compreendida.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Espanha - o freguês que se segue!

MADRID -- Moody's Investors Service Inc. said Wednesday it may downgrade its ratings on Spanish government debt, citing the country's challenging refinancing needs next year and a complicated outlook for the country's banks and regional governments.
The credit rating agency put the Aa1 local and foreign-currency ratings on the debt of the Spanish government and the government-guaranteed bank-bailout fund on review for possible downgrade, highlighting concerns over the spread of the European sovereign debt crisis from peripheral countries such as Greece to bigger markets closer to the euro-zone core.
Moody's said a downgrade could be triggered by "Spain's vulnerability to funding stress given its high refinancing needs in 2011," a problem that has recently been amplified by fragile market confidence.
"Obviously, market confidence has changed since September," when Moody's downgraded Spain's credit rating by one notch to Aa1, citing the country's weak growth prospects and challenges for fiscal consolidation, Kathrin Muehlbronner, Moody's lead analyst for Spain, said in an interview.
Moody's said in a statement that the Spanish government will need to raise approximately EUR170 billion next year. In addition, regional governments have refinancing needs of around EUR30 billion in 2011. "Moreover, the Spanish banks, whose own funding capacity partly depends on the fortunes of the Spanish sovereign, have around EUR90 billion worth of term debt to refinance in 2011," Moody's added.
Spanish financing costs have hit euro-era highs recently as jittery investors fretted over the ability of the government and banks to meet an avalanche of debt repayments early next year. Spain's risk premium--as measured by the spread of the Spanish 10-year bond's yield over that of its German equivalent, the bund--have jumped since the collapse of Ireland's banking system.
Moody's was the last major credit rating firm to rate Spain the "Aaa" maximum until September. It may downgrade Spain again within the next three months.
However, Moody's said it doesn't "believe that Spain's solvency is under threat," and that it doesn't expect the Spanish government to have to ask for liquidity support from the European Financial Stability Facility. The ratings agency noted that Spain's substantial funding requirements, "not only for the sovereign but also for the regional governments and the banks, make the country susceptible to further episodes of funding stress. This is one of the drivers behind the review for possible downgrade," Muehlbronner said in Moody's statement.
Spain is suffering from the collapse of a decade-long housing-market boom that pushed its economy into recession and sent its public-sector accounts deep into the red. Its weak budgetary position left it vulnerable to the spread of Europe's financial crisis.
Responding to intense pressure from markets and the EU, Prime Minister Jose Luis Rodriguez Zapatero has stepped up efforts to cut its double-digit budget deficit and spur economic growth. At great political cost, the Socialist prime minister forced through an austerity budget that included tax hikes and deep spending cuts this year and next. Earlier this month, Zapatero announced a series of economic measures to raise some EUR14 billion through the partial privatization of the national lottery and airport operator AENA, as well as the management of Madrid's and Barcelona's airports by private companies.
-By William Mallard, Kosaku Narioka and Santiago Perez, Dow Jones Newswires

O contibuinte é que pagará para despedir?

LISBON (Dow Jones)--Portugal's government is proposing a new series of structural reforms aimed at supporting companies and creating more flexibility in the labor markets, several local newspapers reported Wednesday.
The government hopes to present, following a cabinet meeting, a series of measures that would provide a new mechanism to ease the cost of dismissing workers with respect to unemployment benefits, the Diario de Noticias and Diario Economico said.
The government is also looking at other measures related to the cost, licensing, and bureaucratic process that companies face, the newspaper added.
Prime Minister Jose Socrates told the New York Times it would announce new measures "to support growth and competitiveness."

-By Alex MacDonald, Dow Jones Newswires

terça-feira, 7 de dezembro de 2010