quinta-feira, 7 de abril de 2011
Inside Job - A verdade da Crise
Este filme documentário do realizador Charles Ferguson sobre a mais recente crise financeira mundial foi premiado com um Óscar. Totalmente merecido! É um filme terrivelmente inquietante. Apesar dos aspectos técnicos financeiros mais sofisticados é perfeitamente compreensível pela generalidade dos espectadores. Trata-se de um filme absolutamente indispensável para quem quer perceber a génese da crise, os seus autores, a teia de conivências, cumplicidades e omissões. E muito mais!
Crise? PT pagou €3 milhões a ex-administradores envolvidos no "Face Oculta"
Notícia da Lusa da passada terça-feira, 5 do corrente;
"O ex-administrador da Portugal Telecom (PT) Rui Pedro Soares, que abandonou a empresa na sequência do processo "Face Oculta", recebeu em 2010 cerca de €1,2 milhões resultantes de indemnização e salário até quando desempenhou funções.
O responsável recebeu €648,7 mil de indemnização, €104,2 mil de remuneração fixa e €459,4 mil de prémio anual sobre o exercício de 2009, informa o relatório e contas da PT hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Fernando Soares Carneiro, também ex-administrador da PT que saiu igualmente no seguimento do processo "Face Oculta", recebeu um total de €1,8 milhões: €973 mil de indemnização, €175 mil por compromisso de não concorrência, €201 mil de remuneração fixa e €459,4 mil de prémio anual sobre o ano de 2009.
Rui Pedro Soares renunciou ao cargo na empresa a 17 de fevereiro de 2010, ao passo que Soares Carneiro viria a abandonar a PT cinco dias depois, a 22 de fevereiro.
Soares Carneiro e Rui Pedro Soares abandonaram a empresa após a divulgação de escutas telefónicas no âmbito do processo "Face Oculta" e de um alegado plano do Governo que envolvia a PT na criação de um grupo de comunicação social.
Zeinal Bava recebe menos 44%
Ainda de acordo com o relatório e contas hoje divulgado, o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, teve uma redução de 44% no salário de 2010 face ao ano anterior devido ao não pagamento do prémio plurianual e à redução em 10% da remuneração fixa.
O salário total de Zeinal Bava foi, em 2010, de €1,41 milhões, menos 44% do que os €2,52 milhões registados no ano anterior, indica a PT.
Esta contenção na remuneração "consolida a iniciativa tomada em 2009 por Zeinal Bava, que reduziu a sua remuneração em 10% e por consequência a de todos os membros da Comissão Executiva" da PT "como forma de mobilizar o esforço acrescido no contexto global de crise", sublinha a operadora.
Em 2010, a Comissão Executiva da PT recebeu menos 22% de remuneração total, de €8,31 milhões no total dos seus membros para €6,47 milhões."
"O ex-administrador da Portugal Telecom (PT) Rui Pedro Soares, que abandonou a empresa na sequência do processo "Face Oculta", recebeu em 2010 cerca de €1,2 milhões resultantes de indemnização e salário até quando desempenhou funções.
O responsável recebeu €648,7 mil de indemnização, €104,2 mil de remuneração fixa e €459,4 mil de prémio anual sobre o exercício de 2009, informa o relatório e contas da PT hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Fernando Soares Carneiro, também ex-administrador da PT que saiu igualmente no seguimento do processo "Face Oculta", recebeu um total de €1,8 milhões: €973 mil de indemnização, €175 mil por compromisso de não concorrência, €201 mil de remuneração fixa e €459,4 mil de prémio anual sobre o ano de 2009.
Rui Pedro Soares renunciou ao cargo na empresa a 17 de fevereiro de 2010, ao passo que Soares Carneiro viria a abandonar a PT cinco dias depois, a 22 de fevereiro.
Soares Carneiro e Rui Pedro Soares abandonaram a empresa após a divulgação de escutas telefónicas no âmbito do processo "Face Oculta" e de um alegado plano do Governo que envolvia a PT na criação de um grupo de comunicação social.
Zeinal Bava recebe menos 44%
Ainda de acordo com o relatório e contas hoje divulgado, o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, teve uma redução de 44% no salário de 2010 face ao ano anterior devido ao não pagamento do prémio plurianual e à redução em 10% da remuneração fixa.
O salário total de Zeinal Bava foi, em 2010, de €1,41 milhões, menos 44% do que os €2,52 milhões registados no ano anterior, indica a PT.
Esta contenção na remuneração "consolida a iniciativa tomada em 2009 por Zeinal Bava, que reduziu a sua remuneração em 10% e por consequência a de todos os membros da Comissão Executiva" da PT "como forma de mobilizar o esforço acrescido no contexto global de crise", sublinha a operadora.
Em 2010, a Comissão Executiva da PT recebeu menos 22% de remuneração total, de €8,31 milhões no total dos seus membros para €6,47 milhões."
terça-feira, 5 de abril de 2011
A COISA ESTÁ MESMO MÁ...!!!
Nós que 'vivemos bem', raramente pensamos nas pessoas que ainda vivem na pobreza.
Esta foto, tirada num país no coração da Europa, mostra que a pobreza ainda existe em todo o lado.
Esta mulher, que passeia com as suas velhas e muito usadas roupas e, curvada ao peso dos sacos de plástico que arrasta na mão, não pode, nem deve, deixar ninguém indiferente!
Quem nos salva?

Durante os últimos anos José Sócrates ofereceu aos portugueses o mesmo programa com que Peter Pan tentou convencer as crianças Darling: fechem os olhos, tenham pensamentos positivos e serão capazes de voar. Afinal não podemos. Os défices públicos aldrabados e o assalto ao aparelho de Estado tornaram o País demasiado pesado para levantar voo. Os portugueses fecharam os olhos e acordaram com um pesadelo. Com um Peter Pan como este, Portugal tem de deixar de portar-se como um jovem que nunca cresce e pedir auxílio. Não vale a pena pedir ajuda a figuras bonacheironas como Warren Buffett, até porque ele é um dos maiores accionistas de uma das bruxas más que nos atormentam, a Moody's. Nem esperar que um milagre caia dos céus como maná ou, melhor, como um saco de dólares. Talvez por isso os portugueses buscam novamente um Salvador. Não estando disponível D. Sebastião, todos olham para Cavaco Silva. Os partidos, crentes recentes nos poderes de um predestinado, pedem-lhe que lidere a conciliação nacional ou mesmo o pedido do empréstimo externo. No fundo os partidos políticos, tal como Pilatos, lavam as mãos. O próprio PS quer retirar poderes ao Governo e oferecê-los ao PR. Acabou por se tornar presidencialista, mesmo sem ter dito isso ao povo. Isso, claro, deixaria Sócrates e Passos Coelho sem emprego, porque o Presidente teria de criar o seu próprio partido. E teríamos de mudar a Constituição para que o PR fosse o chefe de Governo. No meio da depressão permanente que se adivinha para os próximos anos, o Salvador que tanto procuramos poderá regressar em forma de Presidente. Por acção dos partidos.
Fonte: Jornal de Negócios
domingo, 3 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Novas Oportunidades - Licenciaturas curriculares
Hoje a comunicação social noticiou que Marcos Baptista, administrador dos CTT desde 2005 e que tinha vindo do Grupo de Águas de Portugal onde exerceu funções de director de marketing entre 1996 e 2005, suspendeu funções por alegada falsificação de curriculum e dúvidas sobre a sua licenciatura.
Fontes geralmente bem informadas dizem que esta suspensão não teve nada a ver com a (in)competência, mas tão só com o facto do administrador ter excesso de ligação às Águas o que pode ser prejudicial na colagem dos selos nos CTT.
Entretanto, foi já anunciada a abertura pelas Novas Oportunidades de uma Licenciatura por Avaliação Curricular e a procura revela o grande sucesso da iniciativa.
Fontes geralmente bem informadas dizem que esta suspensão não teve nada a ver com a (in)competência, mas tão só com o facto do administrador ter excesso de ligação às Águas o que pode ser prejudicial na colagem dos selos nos CTT.
Entretanto, foi já anunciada a abertura pelas Novas Oportunidades de uma Licenciatura por Avaliação Curricular e a procura revela o grande sucesso da iniciativa.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Há solução? Claro que sim, mas era preciso uma fortíssima vontade política!
Hoje, quem decide em Portugal aceitou que todos nós tenhamos que pagar 9,6% de juros pelos empréstimos a 5 anos que vão financiar as aberrações da gestão pública especialmente das últimas duas décadas.
A União Europeia parece que está agora a acordar, ao não aceitar parte da cosmética contabilística das contas públicas portuguesas, fazendo reflectir no défice as designadas "imparidades" algumas das quais do BPN e BPP. Para os leigos na matéria, significa prejuízos naqueles bancos a suportar pelos impostos dos contribuintes. Disse o Ministro das Finanças Teixeira dos Santos que se não fosse isso, o défice seria de 6,8%. Disse a União Europeia e o Instituto Nacional de Estatística que com isso o défice em 2010 foi de 8,6%. Disse eu (e escrevi) há mais de um ano que estimava que o défice camuflado do BPN representaria entre 2 a 3% do PIB. Já está quase em 2% e no final se verá em quanto fica. E há ainda o famigerado fundo de pensões da PT a aveludar a camuflagem do défice de 2010.
Perguntou-me ontem um amigo, como foi possível chegar-se a este ponto. Respondi-lhe mais ou menos assim: "A enorme ilusão que subsídios e crédito significava riqueza, levou a gravosos erros políticos e de gestão pública, com Parcerias Público-Privadas ruinosas(públicas nos riscos e privadas nos lucros), investimentos vultuosos sem retorno e sustentabilidade, consultadorias, pareceres e projectos muitas vezes por ajuste directo ou com concursos feitos à medida, pagos a peso de ouro, sempre aos mesmos escritórios e gabinetes, atribuição de reformas em condições privilegiadíssimas e sem possibilidade de sustentabilidade a médio e longo prazo, o alargamento do séquito de correligionários à volta dos eleitos em cargos de inutilidade quase total, a corrupção cada vez maior e o alargamento do fosso entre gestores que ganham muito e a esmagadora maioria da população que ganha muito pouco, transformaram-nos neste País iníquo à beira do abismo". Insistiu o meu amigo: "E ainda há solução?" Claro que sim! A ineficiência e o desperdício público é de tal dimensão que é perfeitamente possível recuperar e dois mandatos seriam suficientes. Mas para isso era necessária uma fortíssima vontade política e o grande problema do nosso País é que as elites que nos têm governado são os grandes privilegiados do sistema e dificilmente farão as alterações estruturais necessárias, preferindo a receita tradicional em que é sobretudo a classe média que suporta a maior fatia da crise.
A União Europeia parece que está agora a acordar, ao não aceitar parte da cosmética contabilística das contas públicas portuguesas, fazendo reflectir no défice as designadas "imparidades" algumas das quais do BPN e BPP. Para os leigos na matéria, significa prejuízos naqueles bancos a suportar pelos impostos dos contribuintes. Disse o Ministro das Finanças Teixeira dos Santos que se não fosse isso, o défice seria de 6,8%. Disse a União Europeia e o Instituto Nacional de Estatística que com isso o défice em 2010 foi de 8,6%. Disse eu (e escrevi) há mais de um ano que estimava que o défice camuflado do BPN representaria entre 2 a 3% do PIB. Já está quase em 2% e no final se verá em quanto fica. E há ainda o famigerado fundo de pensões da PT a aveludar a camuflagem do défice de 2010.
Perguntou-me ontem um amigo, como foi possível chegar-se a este ponto. Respondi-lhe mais ou menos assim: "A enorme ilusão que subsídios e crédito significava riqueza, levou a gravosos erros políticos e de gestão pública, com Parcerias Público-Privadas ruinosas(públicas nos riscos e privadas nos lucros), investimentos vultuosos sem retorno e sustentabilidade, consultadorias, pareceres e projectos muitas vezes por ajuste directo ou com concursos feitos à medida, pagos a peso de ouro, sempre aos mesmos escritórios e gabinetes, atribuição de reformas em condições privilegiadíssimas e sem possibilidade de sustentabilidade a médio e longo prazo, o alargamento do séquito de correligionários à volta dos eleitos em cargos de inutilidade quase total, a corrupção cada vez maior e o alargamento do fosso entre gestores que ganham muito e a esmagadora maioria da população que ganha muito pouco, transformaram-nos neste País iníquo à beira do abismo". Insistiu o meu amigo: "E ainda há solução?" Claro que sim! A ineficiência e o desperdício público é de tal dimensão que é perfeitamente possível recuperar e dois mandatos seriam suficientes. Mas para isso era necessária uma fortíssima vontade política e o grande problema do nosso País é que as elites que nos têm governado são os grandes privilegiados do sistema e dificilmente farão as alterações estruturais necessárias, preferindo a receita tradicional em que é sobretudo a classe média que suporta a maior fatia da crise.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Porquê continuar a engordar os institucionais?
As taxas de juro das Obrigações do Tesouro continuam a bater máximos diariamente. Estes instrumentos de financiamento são subscritos sobretudo por institucionais (grandes bancos, fundos de investimento, Países,...).
Os Certificados de Tesouro que têm vindo a substituir gradualmente os moribundos Certificados de Aforro, visam a captação da poupança interna de particulares. Contudo, estes contêm uma desproporcionada penalização temporal na remuneração, a fórmula de cálculo não é revelada pelo Instituto de Gestão e Crédito Público e as novas subscrições fazem-se a taxas substancialmente mais baixas do que as das Obrigações do Tesouro.
Incompreensivelmente, não se tem estimulado a poupança interna e continua a engordar-se quem especula contra o Estado Português.
Os Certificados de Tesouro que têm vindo a substituir gradualmente os moribundos Certificados de Aforro, visam a captação da poupança interna de particulares. Contudo, estes contêm uma desproporcionada penalização temporal na remuneração, a fórmula de cálculo não é revelada pelo Instituto de Gestão e Crédito Público e as novas subscrições fazem-se a taxas substancialmente mais baixas do que as das Obrigações do Tesouro.
Incompreensivelmente, não se tem estimulado a poupança interna e continua a engordar-se quem especula contra o Estado Português.
Bagão Félix novo Conselheiro de Estado
Bagão Félix estrear-se-á amanhã como Conselheiro de Estado de Cavaco Silva. Pela experiência, qualidade, relevância do seu desempenho profissional, profundo conhecimento da situação do País e ideias claras sobre o que é necessário corrigir, bem como a verticalidade e nobreza de carácter que sempre evidenciou, leva-me a crer que foi uma boa escolha.
domingo, 20 de março de 2011
Posso, Quero mas já Não Mando
Bem podia ser este o epíteto de Sócrates. A actualidade política dos últimos dias tem sido uma vertigem e a sensação é que já estamos em pré-campanha eleitoral para as legislativas. Sócrates é um Primeiro Ministro acossado. Não apenas pela oposição, mas também dentro do PS. As recentes declarações de Mário Soares, Ana Gomes e sobretudo as de António Costa presidente da Câmara de Lisboa fizeram estremecer todo o aparelho partidário. Mas Sócrates revela já desespero. Basta ouvir as palavras que dirigiu a todos os grupos parlamentares da oposição. Estou habituado a andar em contra-corrente e contrariamente ao que parece ser o pensamento político maioritário no momento, concordo com o que disse Nobre Guedes e parece-me desastroso para Portugal que na próxima cimeira da União Europeia o Primeiro Ministro não possa apresentar aprovadas as medidas (necessariamente ajustadas) a que o Governo se comprometeu. Metaforicamente e como estamos na Quaresma, diria que o cálice está à nossa espera. A única dúvida é quem servirá este amargo cálice de que todos inevitavelmente beberemos.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Quando o exemplo vem de cima
Esta terça-feira a imprensa financeira dava conta que a Sonae vendeu 2 lojas do Centro Comercial Vasco da Gama em Lisboa a um Fundo Imobiliário do BPI e de seguida retomou-as numa operação financeira de leaseback. Com esta operação, a Sonae encaixou uma mais valia de 16,6 milhões de euros. Trata-se de uma operação conhecida na gíria como de engenharia financeira (outros designam-na de cosmética financeira ou contabilística)e que nada alterando de substancial à realidade patrimonial ou contas de exploração, permite o aumento da liquidez da Sonae, a contabilização de uma mais valia substancial e a melhoria de vários indicadores económicos e financeiros. Tudo isto, diga-se, tem plena cobertura legal e é do conhecimento das autoridades de supervisão incluindo a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Para o BPI foi um negócio financeiro em que cobrou uma taxa de juro inicial de 6,1% e o MillenniumBCP manteve a sua avaliação do grupo Sonae. Depois ainda se estranham as bolhas que rebentam! Mas não foi uma situação análoga que o Governo fez no final de 2010 com o fundo de pensões da PT?
terça-feira, 15 de março de 2011
Nuclear - Sim ou Não?
Lembro-me de por volta de 1976/77 quando estudava na Escola Industrial e Comercial de Espinho haver acesa discussão sobre a opção da energia nuclear. Na altura, uma das soluções para a eliminação dos resíduos radioactivos era a selagem em contentores de chumbo e a sua deposição em alto mar nas fossas abissais. Movimentos estudantis protestaram pela opção e eu fui um dos grandes contestatários. Nas décadas seguintes e apesar dos avanços tecnológicos continuei céptico por esta opção para produção barata de energia. Ouvi várias vezes o ex-Ministro Mira Amaral defender esta opção mas nunca me senti convencido pelos seus argumentos. Os riscos nucleares no Japão são reais e parece que bem mais graves do que se poderia supor e isto, mesmo num País vanguardista dessa teconologia e com sofisticada protecção anti-sísmica. O perigo é de tal forma grave que originou que os Ministros europeus com responsabilidade na tutela nuclear reunissem ontem de emergência para analisar as medidas de contigência em catástrofes nucleares. Também foi questionado o risco do recente prolongamento da vida útil por mais 12 anos de algumas instalações nucleares existentes. Portugal tem uma carta sísmica que revela riscos elevados em diversas zonas do País. Continuo a pensar que a opção nuclear não será a melhor solução para Portugal e apesar de todos os inconvenientes, se deveriam reforçar as capacidades das renováveis hidroeléctrica, eólica e biomassa com os benefícios adicionais de regularização de caudais, prevenção de cheias e incêndios. Em simultâneo, devia acentuar-se a promoção da eficiência e racionalização dos consumos energéticos através de um programa nacional, eventualmente financiado pelo QREN, criando emprego qualificado e auto-sustentável pela libertação de fundos originados nas poupanças energéticas.
Ameaça nuclear em Portugal
Em 1961, na bela Baía dos Porcos em Cuba, teve lugar um grave confronto bélico com o apoio dos USA e ex- União Soviética às forças cubanas pro e anti Fidel Castro. O mundo viveu uma séria ameaça nuclear. Quarenta e nove anos depois e também num local belíssimo que muitos já desigam como "Baía dos Porcos", localizada no extremo ocidental da Europa, vivem-se também momentos de grande tensão com confrontos bélicos entre PS e PSD e há quem refira que o Presidente da República equaciona a utilização da designada "Bomba Atómica", demitindo o Governo, dissolvendo a AR e convocando eleições antecipadas. A população local mantém-se tensa e ansiosa com receio que os nefastos efeitos prolongados tornem o local inabitável durante muitos anos.
Afinal já temos TGV
Foi ontem cerca das 20h oficialmente inaugurado o TGV em Portugal. Foi nele que chegou em grande velocidade e ainda antes da hora marcada, a "crise política". As televisões transmitiram o evento e deram grande destaque à intervenção do Primeiro Ministro bem como a todos os partidos da oposição que também fizeram questão de marcar presença. Segundo fontes geralmente bem informadas, o Presidente da República não pôde comparecer devido a compromissos de agenda, mas brevemente irá convocar os responsáveis políticos de todos os partidos com assento parlamentar, para a recepção oficial à notável convidada no Palácio de Belém!
domingo, 13 de março de 2011
Um País à rasquinha
Na passada semana em conversa com um amigo, perguntava-me ele se lhe aconselharia algum tipo de investimento em Portugal. Respondi-lhe sem hesitação que as empresas do sector do papel seriam um bom investimento. O meu amigo olhou-me incrédulo e perguntou-me porquê. Respondi-lhe: "-Não vês todo o País à rasquinha?"
sexta-feira, 11 de março de 2011
E agora com o PEC 4 o corte nas reformas!
Há muito que se adivinhava como incontornável esta medida. Aliás, em bom abono da verdade, do ponto de vista da equidade dos sacrifícios, não se entende que esta dura medida não tivesse sido tomada aquando do corte salarial aos funcionários públicos. Ou melhor, entende-se: um passinho de cada vez, anestesiando as reacções e dividindo para reinar. O que não se entende é que paralelamente aos sacrifícios que têm vindo a ser exigidos, se continue a conceder enormes privilégios aos nomeados políticos, com vencimentos elevadíssimos e a atribuição de regalias inacreditáveis, mesmo em plena vigência das medidas de austeridade. A situação é tão gritante que até o Presidente da República se lhe referiu contundentemente no seu discurso de tomada de posse.
E o mais preocupante é que ainda estamos longe do ponto de viragem. O cumprimento dos objectivos da redução do défice em 2010 foi uma falácia. A contabilização do Fundo de Pensões da PT como uma receita extraordinária foi uma enorme vigarice legal com a cobertura da UE. Mas para os mercados, isso não vale nada! E a prova está à vista, com os juros a subir permanentemente revelando a falta de confiança na capacidade dos responsáveis políticos corrigirem a situação. E de nada vale culpar os mercados. Cada um tem o direito de gastar o seu dinheiro como bem entender. Mas quando quer gastar o dinheiro que não tem e o vai pedir emprestado é normal que seja o credor a definir as condições em que está disposto a conceder crédito. Tudo isto podia ter sido evitado mas os visionários e os mais esclarecidos são quase sempre ignorados e tomados como arautos da desgraça. Relembro entre outros, Medina Carreira. Foi apelidado de pessimista crónico e de louco!
É altura do País acordar desta letargia. É que nem este PEC4 vai ainda resolver o problema do défice e medidas adicionais com reformas administrativas estruturais e o abandono, ou eufemisticamente, o adiamento de algumas grandes obras públicas (TGV, Aeroporto de Lisboa, nova ponte sobre o Tejo e algumas autoestradas), são inevitáveis.
Será que os responsáveis políticos deste País não têm consciência do descontentamento social que cresce e alastra na sua base? Amanhã, nas manifestações da "geração à rasca" e da dos professores em Lisboa ver-se-á a dimensão do descontentamento.
E o mais preocupante é que ainda estamos longe do ponto de viragem. O cumprimento dos objectivos da redução do défice em 2010 foi uma falácia. A contabilização do Fundo de Pensões da PT como uma receita extraordinária foi uma enorme vigarice legal com a cobertura da UE. Mas para os mercados, isso não vale nada! E a prova está à vista, com os juros a subir permanentemente revelando a falta de confiança na capacidade dos responsáveis políticos corrigirem a situação. E de nada vale culpar os mercados. Cada um tem o direito de gastar o seu dinheiro como bem entender. Mas quando quer gastar o dinheiro que não tem e o vai pedir emprestado é normal que seja o credor a definir as condições em que está disposto a conceder crédito. Tudo isto podia ter sido evitado mas os visionários e os mais esclarecidos são quase sempre ignorados e tomados como arautos da desgraça. Relembro entre outros, Medina Carreira. Foi apelidado de pessimista crónico e de louco!
É altura do País acordar desta letargia. É que nem este PEC4 vai ainda resolver o problema do défice e medidas adicionais com reformas administrativas estruturais e o abandono, ou eufemisticamente, o adiamento de algumas grandes obras públicas (TGV, Aeroporto de Lisboa, nova ponte sobre o Tejo e algumas autoestradas), são inevitáveis.
Será que os responsáveis políticos deste País não têm consciência do descontentamento social que cresce e alastra na sua base? Amanhã, nas manifestações da "geração à rasca" e da dos professores em Lisboa ver-se-á a dimensão do descontentamento.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Carnaval
O Carnaval é um espectáculo muito apreciado e as televisões fazem reportagem por todo o País. Tenho contudo dificuldade em compreender alguns critérios na cobertura e sobretudo no que depois é divulgado. Por exemplo, o Carnaval de Ovar foi muito maltratado na reportagem da Sic no domingo passado. Quem assim o apresenta, denota ignorância ou má fé. Dos 24 grupos em desfile, apenas 4 são escolas de samba e mesmo assim, foi essa a tónica da mordaz reportagem. Relativamente ao de Torres Vedras continuam a insistir no ridículo slogan de "O mais português de Portugal" quando o som de fundo da reportagem era "A Cidade Maravilhosa". A virtualidade do Carnaval de Torres Vedras é exlusivamente a qualidade das caricaturas dos seus carros alegóricos. Tudo o resto é banal e desorganizado. Em Loulé continuam a ter destaque alegorias que foram apresentadas em anos anteriores em Ovar e posteriormente vendidas. Cá quando originais, não mereceram qualquer cobertura jornalística. Conheço os mais relevantes Carnavais nacionais e posso afirmar sem bairrismo bacoco e com conhecimento de causa que provavelmente o de Ovar será o mais completo e o melhor. Mas no melhor pano cai a nódoa e os excessos do alcool têm vindo a agravar-se de ano para ano e a ensombrar este magnífico espectáculo às vezes com consequências trágicas. Mas na nossa região existem vários outros Carnavais de renome. Este ano, tive novamente a oportunidade de apreciar o Carnaval da Mealhada e felizmente não vi lá esses excessos. Também constatei que os carros alegóricos e ao nível das Escolas de Samba, o Carnaval da Mealhada está pelo menos, ao nível do que de melhor se exibe no País. Fiquei absolutamente impressionado com a simpatia que a esmagadora maioria das sambistas dedicava ao público e que certamente é motivo para os espectadores reiterarem a visita aquele Carnaval. A foto acima é da inexcedível madrinha da bateria da Escola Sócios da Mangueira.
Big Borga no Carnaval da Mealhada
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