terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ovar devia mudar o feriado municipal para o Carnaval?


O Carnaval é a festa mais emblemática do concelho, atraindo ao longo dos vários dias (e semanas) do evento, várias centenas de milhares de visitantes. A forte possibilidade do fim da tolerância de ponto no Carnaval, será um rude golpe neste importante evento para o concelho, porque a festa nos moldes actuais, não é sustentável apenas com a receita do "domingo gordo". Se se vier a confirmar o fim da tolerância de ponto naquele feriado, uma das possibilidades de minorar os impactos negativos para a festa vareira e a economia a ela ligada, seria alterar o feriado municipal de 25 de Julho (festa ao padroeiro S. Cristóvão) para a terça-feira de Carnaval (o que também não deixaria de causar alguns constrangimentos). Preços promocionais para a terça-feira com uma grande campanha concelhia, contribuiriam para uma "casa composta", com uma receita minimamente aceitável e um estímulo para quem desfila não descurar o desempenho. Quanto à noite mágica, parece difícil concebê-la em noite diferente de segunda-feira, face ao crescendo de animação até ao final do Carnaval, mas pode até não ser tão mau assim e indirectamente funcionar como moderador dos excessos dos últimos anos. A decisão sobre o feriado do Carnaval ainda não é definitiva, mas a sua importância para o concelho impõe pro-actividade.

Robalheira!


Em Portugal tem-se desenvolvido de forma extraordinária o humor e esta forma de expressão ganha maior dimensão seja no teatro, na televisão, na imprensa escrita, na caricatura, etç. Remetido por um amigo, aqui fica mais um exemplo (clique na imagem para conseguir ler).

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A belíssima Ria da Aveiro


Não resisti em captar esta imagem de um bando de flamingos, próximo do cais da Bestida na Murtosa, ao pôr-do-sol.

O argumento falacioso da estabilidade do emprego na função pública


Miguel Relvas argumentou com a estabilidade do emprego na função pública para justificar os cortes a estes trabalhadores dos subsídios de férias e de Natal. Será que não há consciência que no sector privado quem mais ganha é quem tem maior estabilidade no emprego e que quem ganha menos é que mais facilmente é despedido? Com aquele argumento acentua-se o estigma de que genericamente, todos os funcionários públicos são uns privilegiados. A desmotivação destes, pelo sentimento de injustiça da medida, pode mesmo levar a que os bons exemplos de funcionários dedicados e zelosos diminuam drasticamente. E não se trata de "puxar" todos para baixo, mas apenas de estabelecer medidas de reequilíbrio orçamental mais equitativas, porque se cada um pagasse em função dos seus rendimentos, todos pagaríamos menos. O erro é aceitável. Persistir no mesmo, NÃO!

Alexandre Soares dos Santos passou-se!


Já não são novidade as críticas frontais e duras de Soares dos Santos, Presidente do Grupo Jerónimo Martins, à classe política. Mas desta vez, penso que foi longe demais. Ele argumentou com a necessidade de gestores públicos competentes e que para isso teriam que auferir um vencimento muito superior ao do Presidente da República, até porque ele não faz nada! Muito mais que uma afronta directa a Cavaco Silva é um desrespeito ao mais alto cargo político da Nação. Então e o Primeiro Ministro e os Ministros que auferem uma percentagem do vencimento do PR, também não fazem nada? Também não precisam de ser competentes e de se escolherem os melhores?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Orienta a tua diabetes


É já hoje o último dia para as inscrições na prova de Orientação promovida pela Associação de Diabéticos de Ovar. Trata-se de uma excelente e inovadora acção de sensibilização e prevenção para a doença com o custo simbólico de 1€. Traz os pais, os avós, os irmãos e os amigos e participa! Quem quiser pode fazer gratuitamente o rastreio.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Concessão das Águas do Porto - um modelo de gestão adequado

Rui Rio Presidente da Câmara Municipal do Porto acaba de anunciar a concessão por 30 anos de 45% do capital das Águas do Porto a privados. O Município mantém assim a maioria do capital e da gestão nomeando dois dos três gestores da empresa, recebendo 30 milhões de euros pela concessão e garantindo que os preços não podem ter um aumento superior à inflação durante a concessão, excepto nos primeiros 5 anos em que no máximo podem subir 1 ponto percentual acima da inflação. Aqui temos um excelente modelo de exploração que defende verdadeiramente o interesse público e os munícipes!

Família de Sócrates movimenta 383 milhões em offshores - circula petição para o julgar por gestão danosa

O Correio da Manhã e o Diário de Notícias de 6 de Setembro deram conta que a família do ex-primeiro-ministro José Sócrates tem 383 milhões em offshores. Os documentos terão sido entregues pelo advogado de Mário Machado o líder da extrema direita que se encontra preso, à Procuradoria-Geral da República, em Junho passado. A notícia refere que a empresa criada em 2000 no paraíso fiscal de Gilbraltar movimentou autênticas fortunas com uma outra empresa nas ilhas Caimão e em que, alegadamente os seus gestores são tio, tia e primos do ex-primeiro ministro José Sócrates. Circula agora por email, o apelo a uma petição para julgar José Sócrates por gestão danosa dos dinheiros públicos. No DN a notícia pode ser lida em: http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1977989&especial=revistas%20de%20imprensa&seccao=tv%20e%20media e a petição está disponível em www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Orientação na prevenção da Diabetes


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diabetes, a Associação de Diabéticos do Concelho de Ovar (ADCO) leva a cabo no domingo, dia 13 de novembro, uma iniciativa aberta a toda a população, visando sensibilizar para a problemática da Diabetes.

Trata-se duma actividade de Orientação que decorrerá pelas ruas da cidade, com início pelas 09h00 no Largo Almeida Garret, em Ovar. Em paralelo, a ADCO promoverá várias acções visando o rastreio da Diabetes na população.

Sob o lema “Orienta a tua Diabetes”, a iniciativa pretende esclarecer sob a forma de prevenir e detectar a doença, bem como desmistificar a prática do desporto nos seus portadores.

Esta actividade conta com os apoios do Clube Ori-Estarreja (organização técnica) e Atletas Fim de Semana (cedência do mapa). A taxa de inscrição tem o valor de 1 euro (a reverter a favor da ADCO) e inclui a participação na prova, rastreio de Diabetes e oferta de brinde.

Compareça, pela sua saúde!

(Apelo de Joaquim Margarido, entre muitas outras coisas, enfermeiro, fervoroso entusiasta e promotor da "Orientação" e um grande amigo de longa data)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Rui Rio e a Igreja Católica apelam à equidade dos sacrifícios


Começa a ganhar cada vez maior amplitude a contestação à injusta distribuição do esforço de correcção do desequilíbrio orçamental. Hoje foi a Igreja Católica e também Rui Rio, o Presidente da Câmara do Porto a expressarem o seu desacordo pelo desequilíbrio na distribuição dos sacrifícios. Não faz sentido que na defesa da "bandeira" do "corte na despesa" em vez do "aumento da receita" pela via dos impostos, se cometa tão grande iniquidade. Espero que o bom senso prevaleça e o Orçamento de Estado para 2012 seja corrigido. Oxalá também não cometam o "esquecimento" de deixar o Banco de Portugal, a CGD e a TAP de fora deste esforço colectivo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Seguro marca golo de grande penalidade!


António José Seguro defendeu de forma muito assertiva a partilha de sacrifícios entre função pública e privados. O Presidente da República já tinha dito o mesmo há semanas atrás. Na passada semana um magistrado considerou o corte dos subsídios à função pública um "confisco" e por isso ilegal, aconselhando os lesados a recorrerem aos tribunais. Compreendo as razões do Governo mas considero que foi uma decisão errada. Pretendeu-se criar a ideia de corte na despesa e não de aumento de impostos como acontece este ano com a tributação do subsídio de Natal. Formalmente é diferente, mas para os afectados, o efeito é similar, com a nefasta diferença que não há equidade na distribuição do esforço exigido. Também não entendo que se exija mais tempo de trabalho aos privados e não se faça o mesmo à função pública. Parece implícito que os funcionários públicos têm pouco que fazer e meia hora diária a mais, seria para continuarem a não fazer nada. Mas esta medida poderia p.e. acabar ou reduzir drasticamente o recurso ao trabalho extraordinário e contribuir para que vários serviços não tivessem os actuais atrasos melhorando a capacidade de resposta dos mesmos. Esta situação é tanto mais iníqua, quando a maioria dos privados tem horários, de 40h semanais e os públicos de 35h ou até bem menos em várias profissões. Enquanto se mantiverem diferenças ao nível dos horários de trabalho, do número de dias de férias, da idade de reforma, dos serviços de saúde, etç, etç, subsistirá o estigma que os funcionários públicos são uns privilegiados e continuarão a ser o bode expiatório duma desgovernação política de décadas. Em "futebolês" diria que o Governo fez uma falta dentro da grande área onde não há margem para erros e António José Seguro aproveitou para marcar um golo de grande penalidade!

sábado, 5 de novembro de 2011

DEFICIÊNCIAS - Mário Quintana



Mário Quintana foi um poeta e pensador brasileiro que viveu no século XX. Aqui fica para reflexão um dos seus escritos.







'Deficiente' é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco' é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego' é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
'Surdo' é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo' é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico' é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético' é quem não consegue ser doce.
'Anão' é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
'Miseráveis' são todos que não conseguem falar com Deus.

'A amizade é um amor que nunca morre. '

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Corte permanente nos Subsídios de Férias e de Natal: não, talvez, SIM!

As entrevistas recentes dos Ministros Vítor Gaspar e Miguel Relvas e as declarações do Primeiro Ministro fazem-me acreditar que o caminho está traçado e que será: eventual prolongamento do período de não pagamento dos subsídios se em 2012 houver renegociação com a "Troika", período de transição em que apenas será paga uma parte destes e na fase final, talvez lá para o próximo mandato em 2015 ou 2016, a incorporação parcial dos subsídios no vencimento mensal. Além de mais simples, teoricamente é relativamente indiferente o pagamento dos subsídios nos moldes habituais ou a sua diluição nos 12 meses trabalhados. Em termos estritamente financeiros, até seria mais benéfico para os trabalhadores e penalizador para as entidades patronais. Poderá ser apresentado como exemplo o Luxemburgo que tem um rendimento per capita fantástico e onde apenas são pagos 12 meses. Mas na prática não será assim e haverá uma perda permanente de rendimento. Na administração pública e reformados, porque o valor global da despesa não pode subir para os níveis pré-existentes (antes da redução de salários e corte dos subsídios) e porque se estenderá necessariamente à actividade privada. Além disso, com a elevadíssima taxa de desemprego (e que ainda continuará a subir), o normal funcionamento do mercado de trabalho levará a que os valores nominais das novas contratações sejam iguais ou até inferiores aos actuais e que não têm os subsídios incorporados. Não se vislumbra no horizonte de médio prazo a reposição do nível de vida que os portugueses tinham.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

É preciso muito descaramento!

O Orçamento da Assembleia da República para 2012, constante da Resolução da AR n.º 131/2011, foi publicado no DR n.º 200, 1ª série de 18 do corrente mês. Os 230 deputados vão custar-nos no ano de 2012, onde a austeridade atingirá violentamente a maioria dos portugueses, a módica quantia de 95.394.581€ ou seja, um valor médio de quase 415.000€ por deputado. Provavelmente, parte significativa dos deputados pensará até que a redução orçamental é excessiva. Neste orçamento da AR para 2012, as subvenções aos partidos é de cerca de 15,7 M€, a assistência técnica e outros trabalhos especializados vai custar mais de 5,4 M€, as deslocações e estadas 1,5 M€, as ajudas de custo mais de 3 M€, os transportes cerca de 3,5 M€, etç, etç. Até uma Associação dos Ex-Deputados nos vai custar 42.522€!!! Mas em nome de quê, nos fazem pagar para uma associação de ex-deputados? Mas o que realmente me choca, é que se cortem os subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e reformados para 2012 e 2013 (para já) e que neste orçamento se mantenha essa rúbrica para os deputados com um valor de 2.093.650 €! Um dia destes a paciência acaba e deixamos de ser um povo manso...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Directores da PSP sem ética e sem vergonha!

O DN de hoje, noticia que o director nacional, três directores-adjuntos e o inspector nacional da PSP ter-se-ão aumentado a si próprios em 2010 contornando a legislação vigente, enquanto se mantinham congeladas as remunerações da maioria dos polícias.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tolerância zero à exclusão do Banco de Portugal no esforço financeiro nacional

O CDS/PP forçou o Governo e bem, à alteração do OE 2012 passando a incluir as subvenções dos políticos que incompreensivelmente tinham ficado de fora neste esforço colossal (o termo está na moda) de recuperação financeira nacional, bem como a introdução de limites à acumulação de pensões. Mas com que argumento intelectual, económico, financeiro, de justiça social, de equidade ou qualquer outro, se excluíram os funcionários do Banco de Portugal no esforço financeiro nacional, não estando os mesmos sujeitos nem aos cortes que foram aplicados à função pública em 2011 nem aos que agora se fazem no Orçamento de Estado de 2012? São situações como esta que transmitem um profundíssimo sentido de iniquidade na distribuição dos sacrifícios que estão a ser exigidos e criam movimentos de indignação que são o prelúdio de perigosas convulsões sociais. É imperioso que o Governo corrija de imediato estas situações sem que o faça forçado pelos movimentos cívicos ou políticos. Não há margem para erros de opções políticas ou de governação. Com Portugal à beira do precipício, a TOLERÂNCIA É ZERO!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Humor em tempos de crise - O Orçamento de Estado para 2012

É reconhecida a capacidade criativa e humor dos brasileiros e como ele foi importante mesmo nos tempos em que a liberdade era cerceada. A crise portuguesa tem também revelado que em Portugal, a mordaz crítica humorística ganha dimensão crescente. O saudoso contra informação era para mim um dos expoentes máximos desse humor corrosivo. E como faz falta! Enquanto isso, deixo-vos com um vídeo acabadinho de receber por email, com a pendisk que contém o orçamento de estado para 2012.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O galinho da Madeira

Aqui deixo esta bela canção em homenagem à nossa pérola do Atlântico (à pessoa e não à ilha).

RTP: 12,8 milhões para indemnizar 300 trabalhadores?

O jornal "i" na sua edição de hoje dá conta que a RTP poderá ter que gastar 12,8 milhões de euros caso opte por dispensar os 300 trabalhadores que deverá abranger o plano de reestruturação que entregou ao Governo e que ainda está em apreciação pelo ministro Miguel Relvas.

Começa assim, a ganhar contornos o processo de privatização.

Sou dos que acreditam na necessidade de um serviço público de televisão. A divulgação do novo acordo ortográfico, programas sobre história, debates públicos sobre temas de relevância nacional, a promoção do turismo em português como este ano foi largamente feito, percorrendo todo o País e mostrando o que de melhor temos de património histórico, cultural, paisagístico, de bem estar e saúde, de lazer, gastronómico, etç, são alguns dos bons exemplos desse serviço público. Mas, a recorrente transmissão de touradas faz parte desse serviço? E a transmissão de tantos jogos de futebol da primeira liga? Se fossem os da selecção, até se compreendia. E a proliferação de canais é justificável? E não existem meios internos para a produção de mais conteúdos próprios, sem recorrer tanto à subcontratação de produtores externos?

São as ineficiências e erros de gestão que fazem denegrir a imagem do serviço público, levando depois ao emagrecimento forçado, ao desemprego e a que sobre todos nós recaia o ónus de o pagar.